ENTRE O PRAZER E O SIGNIFICADO

segunda-feira, abril 23

Brinquedos Ópticos 22

Steve Chong

'Estendeu os braços carinhosamente e avançou, de mãos abertas e cheias de ternura. - És tu Ernesto, meu amor? Não era. Era o Bernardo. Isso não os impediu de terem muitos meninos e não serem felizes. É o que faz a miopia.'

Mário-Henrique Leiria, Contos do Gin-Tonic

sábado, abril 21

O Viajante Imóvel 27

' Honra de Cavalaria', Realizado por Albert Serra, Espanha, 2006

Água, Terra, Fogo, Vento. Cinema em estado puro. Imagens que respiram e ajudam a respirar. A essência das coisas é da ordem poética. Olha para o céu Sancho!!

quarta-feira, abril 18

Pay Attention

Para professores abertos à Pedagogia Pop.
(obrigado Sol).

sábado, abril 14

Dias de Coimbra



'- Sabem quantas pessoas tem havido desde o princípio do mundo até hoje?
- Duas. Desde o princípio do mundo até hoje não houve mais do que duas pessoas: uma chama-se humanidade e a outra indivíduo. Uma é toda a gente e a outra uma pessoa só.
Um dia perguntaram a Demócrito como tinha chegado a saber tantas coisas. Respondeu: perguntei tudo a toda a gente.
Bastantes séculos mais tarde Goethe confessou por sua própria boca que “se lhe tirassem tudo quanto pertencia aos outros, ficava com muito pouco ou nada”.
Por aqui se vê que cada um é o resultado de toda a gente; o que de maneira nenhuma quererá dizer que seja o bastante ter cada qual conhecido toda a gente para que resulte imediatamente um Demócrito ou um Goethe! Precisamente o difícil não é chegar aos grandes, mas a si próprio!... Ser o próprio é uma arte onde existe toda a gente e que raros assinaram a obra-prima.
O que está fora de dúvida é que cada um deve ser como toda a gente, mas de maneira que a humanidade tenha efectivamente um belo representante em cada um de Nós.'
ALMADA NEGREIROS

segunda-feira, abril 9

Noites de Veludo





Fotos: PV. Porto. Abril. 2007

quinta-feira, abril 5

Manah Manah

Encontrei este manah manah num blog de gente que peca com arte. Gente muito bonita...

quinta-feira, março 29

Obra Primata 4

'Sobre humanos e outros animais', um livro de John Gray


Tirando o excesso de pessimismo limitador neste ataque cerrado ao humanismo, um texto muito interessante para reflectir, e provocar polémica, sobre a condição trágico-cómica do humano que se julga superior à sua essência animal e clownesca.

'Apenas as pessoas atormentadas querem a verdade. O homem é como os outros animais, quer comida e sucesso e mulheres, não a verdade. Só se a mente torturada por uma tensão interior desesperou da felicidade: odiará então a jaula da sua vida e procurará mais longe.'
'Os que lutam por mudar o mundo vêem-se a si próprios como figuras nobres ou, mais do que isso, trágicas. Contudo, muitos dos que dedicam esforços para melhorar o mundo não são revoltados contra a ordem das coisas. Procuram consolação para uma verdade que são demasiado fracos para suportar. No fundo, a sua fé de que o mundo poderá ser transformado pela vontade humana representa uma negação da sua própria mortalidade.'
'A acção preserva um sentimento de auto-identidade que a reflexão compromete. Quando trabalhamos no mundo possuímos uma solidão aparente. A acção consola-nos da nossa inexistência. Não é o sonhador ocioso que se evade da realidade. São os homens e as mulheres práticos, que se viram para uma vida de acção como refúgio contra a sua insignificância.'
'Procurar um sentido na vida talvez seja útil como terapia, mas nada tem a ver com a vida do espírito. A vida espiritual não implica uma busca de sentido, mas uma libertação dessa busca.'
'Os outros animais não precisam de um propósito na vida. Contraditoriamente, o animal humano não pode viver sem ele. Não poderemos pensar que o propósito da vida poderá passar pela sua simples observação?'

‘Ever tried. Ever failed. No matter. Try Again. Fail again. Fail better.’

‘Ever tried. Ever failed. No matter. Try Again. Fail again. Fail better.’