Hugo MiguelAgora que se aproxima o dia, lembro-me do Porto como um lugar de onde se parte e aonde se volta. Por muito que insistam em destruir algumas das nossas raizes românticas identitárias (avendida dos aliados: dois excelentes arquitectos que, num erro de casting, limparam a possibilidade de me sentar com o meu amor num banco de jardim, em nome de um parolo modernismo cinzento minimal, que não tem que se aplicar a tudo); por muito que nos queixemos que não temos a dinâmica cultural que gostariamos; por muito que nos chamem provincianos e gozem a pronúncia do norte, a verdade é que amo esta cidade por tantas razões que precisava de vos acariciar para que as sentissem. Sabem... é que penso que as cidades são como as pessoas: gostamos delas pelo que são, com os seus defeitos e virtudes, e, acima de tudo, pelo que vivemos com e nelas.