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ENTRE O PRAZER E O SIGNIFICADO

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My funny Valentine
Sweet comic Valentine
You make me smile with my heart
Your looks are laughable, unphotographable
Yet you're my favorite work of art
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Is your figure less than Greek?
Is your mouth a little weak?
When you open it to speak, are you smart?
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But don't change a hair for me
Not if you care for me
Stay little Valentine, stay
Each day is Valentine's Day
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Foto de LiekoShiga
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.LEO BASSI
UTOPIA
15º FESTIVAL INTERNACIONAL DE TEATRO CÓMICO DA MAIA
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'Quiero mostrar que vivir sin utopía es mal vivir y, así, despertar en el público el deseo de nuevos sueños.
El Tiempo y su percepción es un argumento que vuelve a menudo en el espectáculo.
Es evidente que la utopía no es sólo un proyecto político en un contexto filosófico, sino que tiene, intrínsecamente, otra dimensión a la cual alude su propio nombre "U - TOPIA": EL LUGAR QUE NO EXISTE. Simboliza un espacio temporal diferente donde la vida transcurre en términos mas afines a la poesía que a la física.
Por eso, el PAYASO DE LA CARA BLANCA, con su su sabiduría antigua, su intemporalidad y su magia, es el encargado de abrir la puerta de la utopía . Un ser que posee una gran autoridad natural pero que rechaza el poder y las riquezas porque es un revolucionario genuino y pide la Luna.
Algunos piensan que hacer un espectáculo cómico hablando de utopías y "metiendo caña" al sistema político es un despropósito cuando la función de la comicidad es más que todo hacer reír. Pero hay un público dispuesto a superar la risa convencional y a explorar todo su potencial filosófico como lo demuestra la aceptación actual de la figura del payaso y particularmente la del BUFÓN como símbolo de una revolución posible.
Lo que es seguro es que ¡UTOPÍA! sorprenderá por la frescura de sus ideas escénicas pero màs que todo, por su postura política sin complejos que anticipa con claridad la llegada de un nuevo HUMANISMO RELATIVISTA, mal que le pese a la caverna conservadora.'

'MANSARDA'
CIRCOLANDO
TECA
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Aqui eu fui feliz aqui fui terra
aqui fui tudo quanto em mim se encerra
aqui me senti bem aqui o vento veio
aqui gostei de gente e tive mãe
em cada árvore e até em cada folha
aqui enchi o peito e mesmo até desfeito
eu fui aquele que da vida vil se orgulha
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Ruy Belo
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'Casa purificada, paisagem
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Numerosas medas de palha desenham uma dança colectiva, animada por foices imaginárias, e que em alguns momentos também é uma instalação; noutra cena, dois irmãos disputam o controlo de uma árvore num exercício rigoroso que tem vestígios de capoeira. Várias outras técnicas marcam presença de forma estilizada, como o trapézio, dançado num baloiço por dois adolescentes, numa cena trasbordante de ternura. De cântaros à cabeça, a austera peregrinação de velas torna-se uma prova de concentração (...).
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A gramática de movimentos é exímia e de uma riqueza assinalável: noutros momentos – a cena dos pássaros – esses mesmos corpos são dúcteis e esvoaçantes, leves e harmoniosos. Na poderosa cena do “homem-estendal”, os movimentos são torcidos e quebrados, para logo depois se tornarem elásticos, insinuantes, no quadro de sedução das mulheres que enfeitiçam os homens e os apanham nos fios da sua teia.
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Cantorias, um concerto impromptu, brindes à volta do garrafão, alguém que se engasga... Por esta altura, já os intérpretes estão completamente enlameados, numa mistura de terra, sal, palha e aguardente. Ainda vão desejar e conhecer mais água, porque a última dança acontece no mar, descoberto por alçapões de fantasia. E, depois da aguada, o devaneio continua, porque o signo é o da viagem e a casa é navegante. A água, em silêncio, embala os viandantes.'
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Mónica Guerreiro. Programa Teca.
Foto João Tuna